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No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua frequência tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 1960 e 1970 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.
1. Exame clínico das mamas realizado anualmente, para as todas as mulheres.
2. Mamografia para mulheres acima de 40 anos.

Câncer de Mama
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, o câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta frequência e, sobretudo, pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima dessa faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.
No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua frequência tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 1960 e 1970 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.
Como não existe maneira de prevenir o câncer de mama, o ideal para cada mulher é o diagnóstico precoce. Quanto mais cedo o câncer for diagnosticado, maior a chance de cura com um mínimo de sequelas.
Dentro da estratégia da detecção precoce do câncer de mama, os passos mais importantes são:
1. Exame clínico das mamas realizado anualmente, para as todas as mulheres.
2. Mamografia para mulheres acima de 40 anos.
3. Exame clínico das mamas e mamografia anual, a partir dos 35 anos, para as mulheres pertencentes a grupos populacionais com risco elevado de desenvolver câncer de mama. São consideradas mulheres de risco elevado aquelas com: um ou mais parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de mama antes dos 50 anos; um ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama bilateral ou câncer de ovário; história familiar de câncer de mama masculina;lesão mamária proliferativa com atipia comprovada em biópsia. Considerar sempre a avaliação e as indicações médicas para cada caso específico.
Dr. Sérgio dos Passos Ramos
Câncer de Mama em Mulheres Jovens
Um estudo realizado no Hospital do Câncer A. C. Camargo, em São Paulo, mostrou que o câncer de mama está atingindo quatro vezes mais mulheres jovens que no passado.
Tradicionalmente, os casos de câncer de mama apareciam em mulheres acima de 40 anos, mas esse estudo mostra que a doença está atingindo também mulheres jovens.
Nesse intuito, hoje, a recomendação é de que a mulher faça um autoexame de mamas mensalmente e um exame clínico de mamas anualmente.
A mamografia ainda não está absolutamente indicada nas mulheres jovens como forma de diagnóstico precoce, pois tem muitas limitações. O ultrassom de mama (ultrassonografia) também não é um exame confiável para o diagnóstico do câncer de mama.
Resta, então, o autoexame e o exame clínico anual, ao qual todas as mulheres devem se submeter independentemente de idade, vida sexual ou qualquer outra característica pessoal.
Tradicionalmente, os casos de câncer de mama apareciam em mulheres acima de 40 anos, mas esse estudo mostra que a doença está atingindo também mulheres jovens.
Nesse intuito, hoje, a recomendação é de que a mulher faça um autoexame de mamas mensalmente e um exame clínico de mamas anualmente.
A mamografia ainda não está absolutamente indicada nas mulheres jovens como forma de diagnóstico precoce, pois tem muitas limitações. O ultrassom de mama (ultrassonografia) também não é um exame confiável para o diagnóstico do câncer de mama.
Resta, então, o autoexame e o exame clínico anual, ao qual todas as mulheres devem se submeter independentemente de idade, vida sexual ou qualquer outra característica pessoal.
Biópsia de Mama - Como Funciona esse Exame?
Ela é feita quando outros testes indicam que a mulher possui uma área que pode ser câncer de mama e consiste na remoção de uma amostra de tecido.
Há vários tipos de biópsia e o médico escolhe a mais indicada para cada caso:
- Biópsia por aspiração com agulha fina: uma agulha bem fina, às vezes guiada por ultrassonografia, é usada para retirar líquido do nódulo. Se o nódulo for sólido, pequenos pedaços de tecido são removidos e analisados ao microscópio. Se a biópsia não der um resultado claro ou se o médico não tiver certeza do diagnóstico, uma segunda biópsia ou um tipo diferente de biópsia pode ser necessário.
- Biópsia estereotáxica por agulha grossa: ela é usada para remover vários cilindros de tecido e é feita com anestesia local.
- Biópsia cirúrgica: algumas vezes uma cirurgia é necessária para remover todo nódulo ou parte dele e analisá-lo ao microscópio. Muitas vezes remove-se também tecido sadio ao redor do nódulo.
Análise da biópsia
Se o tecido removido não for canceroso, não há necessidade de tratamento. Se for, a biópsia pode dizer se trata de um câncer agressivo ou não. As amostras são graduadas de 1 a 3. Os cânceres que se mais se assemelham ao tecido normal tendem a crescer e se espalhar mais lentamente. Geralmente, um grau menor indica câncer de crescimento mais lento, e o maior, os mais agressivos.
A amostra da biópsia também pode ser testada para ver se contém receptores para certos hormônios, como progesterona e estrogênio, designadas como progesterona positivo e estrogênio positivo. Esses cânceres tendem a ter prognóstico melhor, pois respondem a tratamento hormonal. Dois em cada três casos de câncer de mama apresentam esses receptores.
Há vários tipos de biópsia e o médico escolhe a mais indicada para cada caso:
- Biópsia por aspiração com agulha fina: uma agulha bem fina, às vezes guiada por ultrassonografia, é usada para retirar líquido do nódulo. Se o nódulo for sólido, pequenos pedaços de tecido são removidos e analisados ao microscópio. Se a biópsia não der um resultado claro ou se o médico não tiver certeza do diagnóstico, uma segunda biópsia ou um tipo diferente de biópsia pode ser necessário.
- Biópsia estereotáxica por agulha grossa: ela é usada para remover vários cilindros de tecido e é feita com anestesia local.
- Biópsia cirúrgica: algumas vezes uma cirurgia é necessária para remover todo nódulo ou parte dele e analisá-lo ao microscópio. Muitas vezes remove-se também tecido sadio ao redor do nódulo.
Análise da biópsia
Se o tecido removido não for canceroso, não há necessidade de tratamento. Se for, a biópsia pode dizer se trata de um câncer agressivo ou não. As amostras são graduadas de 1 a 3. Os cânceres que se mais se assemelham ao tecido normal tendem a crescer e se espalhar mais lentamente. Geralmente, um grau menor indica câncer de crescimento mais lento, e o maior, os mais agressivos.
A amostra da biópsia também pode ser testada para ver se contém receptores para certos hormônios, como progesterona e estrogênio, designadas como progesterona positivo e estrogênio positivo. Esses cânceres tendem a ter prognóstico melhor, pois respondem a tratamento hormonal. Dois em cada três casos de câncer de mama apresentam esses receptores.
Aconselhamento Genético - Prevenção do Câncer de Mama
Há testes que podem mostrar se a mulher é portadora de mutações genéticas que aumentam suas chances de ter câncer de mama, mas esses testes não devem ser feitos indiscriminadamente. Eles são recomendados para as mulheres com histórico familiar significativo de câncer de mama e/ou ovário, que têm a doença antes dos 50 anos. O ideal é que elas procurem primeiro um centro de aconselhamento genético ou um departamento de oncogenética. Só depois disso, elas devem discutir com seus médicos o que fazer.
Em alguns casos raros, mulheres com altíssimo risco de desenvolver câncer de mama podem considerar a possibilidade de fazer mastectomia profilática, isto é, a remoção cirúrgica das mamas, antes do aparecimento da doença (do câncer propriamente dito).
Em alguns casos raros, mulheres com altíssimo risco de desenvolver câncer de mama podem considerar a possibilidade de fazer mastectomia profilática, isto é, a remoção cirúrgica das mamas, antes do aparecimento da doença (do câncer propriamente dito).
Diagnósticos por imagem
Mamografia
A mamografia também pode ser utilizada quando o médico suspeita ou diagnostica um câncer de mama. Ela pode mostrar que está tudo bem ou que outro exame, geralmente uma biópsia, é necessário. Quando o médico sente um nódulo, mesmo que a mamografia não revele o tumor, a biópsia é necessária, a não ser que um exame de ultrassonografia mostre que o caroço é um cisto. A mamografia não pode dizer se um caroço na mama é canceroso ou não.
Exame de ultrassonografia
Exame de ultrassonografia de mama: um exame de ultrassonografia usa ecos de ondas sonoras para criar uma imagem de partes do organismo. Geralmente ele é usado quando a mamografia identifica uma área duvidosa na mama, porque ajuda a diferenciar cistos (nódulos com líquido) de massas sólidas.
Ressonância magnética (RM)
A ressonância usa ondas de rádio e fortes ímãs e computador, que transforma os resultados em imagem. Tipos especiais de RMs podem ser usados para analisar melhor cânceres encontrados por mamografias ou para mulheres de alto risco.
A mamografia também pode ser utilizada quando o médico suspeita ou diagnostica um câncer de mama. Ela pode mostrar que está tudo bem ou que outro exame, geralmente uma biópsia, é necessário. Quando o médico sente um nódulo, mesmo que a mamografia não revele o tumor, a biópsia é necessária, a não ser que um exame de ultrassonografia mostre que o caroço é um cisto. A mamografia não pode dizer se um caroço na mama é canceroso ou não.
Exame de ultrassonografia
Exame de ultrassonografia de mama: um exame de ultrassonografia usa ecos de ondas sonoras para criar uma imagem de partes do organismo. Geralmente ele é usado quando a mamografia identifica uma área duvidosa na mama, porque ajuda a diferenciar cistos (nódulos com líquido) de massas sólidas.
Ressonância magnética (RM)
A ressonância usa ondas de rádio e fortes ímãs e computador, que transforma os resultados em imagem. Tipos especiais de RMs podem ser usados para analisar melhor cânceres encontrados por mamografias ou para mulheres de alto risco.
Prevenção
Quanto mais cedo o câncer de mama é diagnosticado, maiores as chances de o tratamento ser bem-sucedido. O objetivo dos exames preventivos é encontrar o câncer antes mesmo de causar sintomas. O tamanho do tumor e sua capacidade de se espalhar são os fatores mais importantes para o prognóstico da doença. Os especialistas acreditam que a detecção precoce salva milhares de vidas todos os anos.
Estas são as recomendações para o diagnóstico precoce em mulheres sem sintomas:
- Mamografia: mulheres com 40 anos ou mais devem fazer mamografia anual, pois ainda é um dos melhores meios de diagnóstico precoce. Mamografia é um raio-X da mama, usada tanto para mulheres que não têm sintomas como para as que apresentam suspeita de câncer. No exame, a mama é colocada entre suas placas, para ser radiografada. O exame dura cerca de 20 minutos.
- Exame clínico: na faixa dos 20 e 30 anos, as mulheres devem fazer pelo menos um exame clínico das mamas, por especialistas, a cada 3 anos. Depois dos 40, esse exame deve ser feito anualmente, de preferência antes da mamografia. O médico observa a mama, em busca de alterações na forma ou tamanho e, em seguida, usando os dedos faz a palpação das mamas e axilas em busca de nódulos.
- Autoexame: é uma opção para as mulheres a partir dos 20 anos. É uma forma de a mulher conhecer melhor suas mamas e aumentar a probabilidade de perceber qualquer alteração. Deve-se procurar um médico se houver um caroço; inchaço duradouro; irritação da pele ou aparecimento de retrações que deixem a pele com aparência de casca de laranja; vermelhidão ou descamação na pele da mama ou no mamilo; dor, secreção pelo mamilo. Na maioria das vezes não é câncer, mas só um médico pode dar o diagnóstico correto.
- Mulheres com alto risco de ter câncer de mama devem conversar com seus médicos para definir a partir de que idade deve fazer esses exames e com que regularidade.O uso de exames preventivos aumentou bastante o número de casos de câncer identificados antes de causar sintomas.
O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de um caroço. Nódulos que são indolores, duros e irregulares têm mais chances de ser malignos, mas há tumores que são macios e arredondados. Portanto, é importante ir ao médico. Outros sinais de câncer de mama incluem:
Inchaço em parte do seio
• Irritação da pele ou aparecimento de irregularidades na pele, como covinhas ou franzidos, ou que fazem a pele se assemelhar à casca de uma laranja.
• Dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro).
• Vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da mama.
• Saída de secreção (que não seja leite) pelo mamilo.
• Caroço nas axilas.
• Dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro).
• Vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da mama.
• Saída de secreção (que não seja leite) pelo mamilo.
• Caroço nas axilas.
Controle a gordura abdominal
Confira algumas dicas para você prevenir o excesso de gordura abdominal, evitando uma série de doenças cardiovasculares e metabólicas (diabetes):
1) Faça exercícios aeróbicos diariamente por pelo menos 20 a 30 minutos. Caminhadas, natação e bicicleta são algumas das opções.
2) Faça, entre 4 ou 5 pequenas refeições por dia, ( em intervalos médios de 3 horas), sempre se lembrando de comer com moderação e escolher com cuidado o que comer.
3) Atenção na mastigação dos alimentos.
4) Coma frutas, verduras e alimentos ricos em fibras.
5) Reduza alimentos gordurosos, como frituras (batatas fritas) e salgadinhos, e aqueles contendo muito açúcar como bolos e tortas, doces e refrigerantes.
6) Não exagere nas no sal ou nas bebidas alcoólicas e aumente o consumo de água. É recomendável 2 litros de água por dia.
1) Faça exercícios aeróbicos diariamente por pelo menos 20 a 30 minutos. Caminhadas, natação e bicicleta são algumas das opções.
2) Faça, entre 4 ou 5 pequenas refeições por dia, ( em intervalos médios de 3 horas), sempre se lembrando de comer com moderação e escolher com cuidado o que comer.
3) Atenção na mastigação dos alimentos.
4) Coma frutas, verduras e alimentos ricos em fibras.
5) Reduza alimentos gordurosos, como frituras (batatas fritas) e salgadinhos, e aqueles contendo muito açúcar como bolos e tortas, doces e refrigerantes.
6) Não exagere nas no sal ou nas bebidas alcoólicas e aumente o consumo de água. É recomendável 2 litros de água por dia.
Dúvidas sobre infecção urinária
Provavelmente você já ouviu falar em infecção urinária, cistite, pielonefrite, inflamação na bexiga e etc.
O ginecologista, doutor Jorge Milhen Haddad, chefe do Setor de Uroginecologia da Disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP - Universidade de São Paulo, explica sobre essa doença e tira dúvidas sobre os sintomas e os tratamentos para a infecção urinária.
1. O que é infecção urinária?
A infecção urinária é a presença de microrganismos em alguma parte do trato urinário.
Algumas pessoas, em especial as mulheres, podem apresentar bactérias no trato urinário e não desenvolverem infeccção urinária, esses casos são chamados de bacteriúria assintomática.
2. Como as mulheres adquirem infecção urinária?
A maioria das infecções urinárias são causadas por bactérias do trato gastrointestinal que migram por via ascendente da região perineal até a bexiga. Muito raramente, ocorre infecção pela via hematogênica (via circulação sanguínea).
3. Quais são os principais fatores de risco?
Em mulheres na pós-menopausa, a queda dos níveis hormonais (estrogênio) diminui os lactobacilos na vagina (microrganismos que protegem a vagina) e altera os tecidos vaginal e uretral, favorecendo a colonização da bexiga por microrganismos e, consequentemente, a infecção urinária. Além disso, hábitos intestinais alterados, tanto
constipação como diarreia, aumentam a colonização de germes no períneo, portanto devem ser tratados. O uso de espermicidas e tampões também elimina os lactobacilos, propiciando as cistites de repetição por facilitarem a colonização de E. coli. Para algumas mulheres, a atividade sexual associa-se muito à cistite aguda e elas devem ser
orientadas a urinar antes e após as relações sexuais. Outros fatores de risco que se deve investigar são o prolapso vesical (bexiga caída), que deixa sempre resíduo urinário após micção, e diabetes mellitus.
4. Quais são os principais sintomas?
Os principais sintomas da infecção urinária são disúria (ardor na uretra durante a micção), aumento da frequência das micções (mais de sete micções diárias), noctúria (mais de uma micção noturna), sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, dor suprapúbica, hematúria (sangue na urina) e alteração do aspecto físico da urina, como coloração escura, turva e odor forte. A presença de dor lombar, febre e/ou comprometimento do estado geral associase à infecção do trato urinário alto (pielonefrite).
5. As infecções do trato urinário em mulheres são muito frequentes? Por quê?
As infecções urinárias ocorrem em 80% a 90% das mulheres por algumas particularidades, como uretra curta e proximidade
uretral com a vagina e o ânus, os quais possuem bactérias que podem levar a infecção urinária.
6. Em alguma faixa etária, a infecção urinária costuma ser mais prevalente?
Esse tipo de infecção só não é mais frequente no sexo feminino no primeiro ano de vida ou após os 80 anos, em razão das alterações da próstata em homens. É mais prevalente em mulheres na idade reprodutiva e depois nas pós-menopausadas devido à queda do estrogênio.
7. Como é realizado o tratamento da infecção urinária em mulheres?
As mulheres que apresentam o primeiro episódio e sintomas sugestivos sem leucorreia (corrimento vaginal) ou irritação vaginal podem ser tratadas com antibiótico em dose única ou de curta duração (três dias). Se for recorrente, deve-se sempre solicitar urocultura com antibiograma e tratar com antibiótico de curta duração (três dias).
8. Qual a diferença entre cistites e pielonefrites?
Cistite que ocorre na maioria das vezes é infecção da bexiga, enquanto pielonefrite é infecção do rim. A pielonefrite é uma infecção urinária complicada com sintomas mais severos, como febre e dor lombar.
9. Caso a mulher tenha infecção urinária recorrente, que medidas devem ser tomadas?
Na infecção urinária recorrente, deve-se sempre solicitar urocultura com antibiograma e tratar com antibiótico de curta duração (três dias) seguindo o antibiograma. Deve-se orientar quanto aos fatores de risco, como alteração intestinal, micção antes e após relação sexual, estrógeno para as mulheres na pós-menopausa sem contraindicação
hormonal e não uso de diafragma e espermicidas. Além disso, recomenda-se ingerir cranberry e efetuar antibioticoterapia profilática (uma dose diária) por seis meses ou imunoterapia.
10. Como deve ser o tratamento desse tipo de infecção em mulheres gestantes?
As mulheres gestantes devem ser sempre tratadas, mesmo se não apresentarem sintomas. Além disso, deve-se atentar para fármacos que sejam permitidos na gestação sem prejudicar o feto e recomenda-se o tratamento de longa duração (sete a dez dias).
11. Que medidas devem ser tomadas para prevenir esse tipo de infecção?
Para prevenir infecção urinária, recomenda-se uma boa ingesta de líquidos, não reter urina, corrigir alterações intestinais como diarreia ou obstipação, micção antes e após relação sexual, estrógeno para as mulheres na pósmenopausa sem contraindicação hormonal, não uso de diafragma e espermicidas e tratamento adequado do diabetes mellitus.
O ginecologista, doutor Jorge Milhen Haddad, chefe do Setor de Uroginecologia da Disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP - Universidade de São Paulo, explica sobre essa doença e tira dúvidas sobre os sintomas e os tratamentos para a infecção urinária.
1. O que é infecção urinária?
A infecção urinária é a presença de microrganismos em alguma parte do trato urinário.
Algumas pessoas, em especial as mulheres, podem apresentar bactérias no trato urinário e não desenvolverem infeccção urinária, esses casos são chamados de bacteriúria assintomática.
2. Como as mulheres adquirem infecção urinária?
A maioria das infecções urinárias são causadas por bactérias do trato gastrointestinal que migram por via ascendente da região perineal até a bexiga. Muito raramente, ocorre infecção pela via hematogênica (via circulação sanguínea).
3. Quais são os principais fatores de risco?
Em mulheres na pós-menopausa, a queda dos níveis hormonais (estrogênio) diminui os lactobacilos na vagina (microrganismos que protegem a vagina) e altera os tecidos vaginal e uretral, favorecendo a colonização da bexiga por microrganismos e, consequentemente, a infecção urinária. Além disso, hábitos intestinais alterados, tanto
constipação como diarreia, aumentam a colonização de germes no períneo, portanto devem ser tratados. O uso de espermicidas e tampões também elimina os lactobacilos, propiciando as cistites de repetição por facilitarem a colonização de E. coli. Para algumas mulheres, a atividade sexual associa-se muito à cistite aguda e elas devem ser
orientadas a urinar antes e após as relações sexuais. Outros fatores de risco que se deve investigar são o prolapso vesical (bexiga caída), que deixa sempre resíduo urinário após micção, e diabetes mellitus.
4. Quais são os principais sintomas?
Os principais sintomas da infecção urinária são disúria (ardor na uretra durante a micção), aumento da frequência das micções (mais de sete micções diárias), noctúria (mais de uma micção noturna), sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, dor suprapúbica, hematúria (sangue na urina) e alteração do aspecto físico da urina, como coloração escura, turva e odor forte. A presença de dor lombar, febre e/ou comprometimento do estado geral associase à infecção do trato urinário alto (pielonefrite).
5. As infecções do trato urinário em mulheres são muito frequentes? Por quê?
As infecções urinárias ocorrem em 80% a 90% das mulheres por algumas particularidades, como uretra curta e proximidade
uretral com a vagina e o ânus, os quais possuem bactérias que podem levar a infecção urinária.
6. Em alguma faixa etária, a infecção urinária costuma ser mais prevalente?
Esse tipo de infecção só não é mais frequente no sexo feminino no primeiro ano de vida ou após os 80 anos, em razão das alterações da próstata em homens. É mais prevalente em mulheres na idade reprodutiva e depois nas pós-menopausadas devido à queda do estrogênio.
7. Como é realizado o tratamento da infecção urinária em mulheres?
As mulheres que apresentam o primeiro episódio e sintomas sugestivos sem leucorreia (corrimento vaginal) ou irritação vaginal podem ser tratadas com antibiótico em dose única ou de curta duração (três dias). Se for recorrente, deve-se sempre solicitar urocultura com antibiograma e tratar com antibiótico de curta duração (três dias).
8. Qual a diferença entre cistites e pielonefrites?
Cistite que ocorre na maioria das vezes é infecção da bexiga, enquanto pielonefrite é infecção do rim. A pielonefrite é uma infecção urinária complicada com sintomas mais severos, como febre e dor lombar.
9. Caso a mulher tenha infecção urinária recorrente, que medidas devem ser tomadas?
Na infecção urinária recorrente, deve-se sempre solicitar urocultura com antibiograma e tratar com antibiótico de curta duração (três dias) seguindo o antibiograma. Deve-se orientar quanto aos fatores de risco, como alteração intestinal, micção antes e após relação sexual, estrógeno para as mulheres na pós-menopausa sem contraindicação
hormonal e não uso de diafragma e espermicidas. Além disso, recomenda-se ingerir cranberry e efetuar antibioticoterapia profilática (uma dose diária) por seis meses ou imunoterapia.
10. Como deve ser o tratamento desse tipo de infecção em mulheres gestantes?
As mulheres gestantes devem ser sempre tratadas, mesmo se não apresentarem sintomas. Além disso, deve-se atentar para fármacos que sejam permitidos na gestação sem prejudicar o feto e recomenda-se o tratamento de longa duração (sete a dez dias).
11. Que medidas devem ser tomadas para prevenir esse tipo de infecção?
Para prevenir infecção urinária, recomenda-se uma boa ingesta de líquidos, não reter urina, corrigir alterações intestinais como diarreia ou obstipação, micção antes e após relação sexual, estrógeno para as mulheres na pósmenopausa sem contraindicação hormonal, não uso de diafragma e espermicidas e tratamento adequado do diabetes mellitus.
Captura Híbrida no Diagnóstico do HPV
É o exame mais moderno para fazer o diagnóstico do HPV. A captura híbrida consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo antes de a paciente ter qualquer sintoma.
Esse é o único exame capaz de dizer com certeza se a infecção existe ou não.
Quem deve fazer captura híbrida?
Aquelas pacientes que tiveram um resultado de papanicolaou alterado ou aquelas que, a critério do médico ginecologista, sejam de alto risco para o HPV.
Como devo me preparar para o exame de captura híbrida?
O exame de captura híbrida é muito simples e não causa dor. Segue os mesmos procedimentos que se usa para os outros exames ginecológicos. O médico introduz o espéculo – instrumento utilizado para afastas as paredes da vagina – e, com o auxílio de uma escovinha delicada, coleta amostras de secreção do colo uterino, da vagina ou da vulva. Após o exame, a escovinha é colocada em um tubo com líquido especial e enviada ao laboratório.
Esse é o único exame capaz de dizer com certeza se a infecção existe ou não.
Quem deve fazer captura híbrida?
Aquelas pacientes que tiveram um resultado de papanicolaou alterado ou aquelas que, a critério do médico ginecologista, sejam de alto risco para o HPV.
Como devo me preparar para o exame de captura híbrida?
- Não ter relações sexuais três dias antes do exame.
- Não estar menstruada.
- Não ter usado qualquer tipo de ducha ou creme vaginal na última semana.
O exame de captura híbrida é muito simples e não causa dor. Segue os mesmos procedimentos que se usa para os outros exames ginecológicos. O médico introduz o espéculo – instrumento utilizado para afastas as paredes da vagina – e, com o auxílio de uma escovinha delicada, coleta amostras de secreção do colo uterino, da vagina ou da vulva. Após o exame, a escovinha é colocada em um tubo com líquido especial e enviada ao laboratório.
Dr. Sérgio dos Passos Ramos
Hormônios no Ciclo Menstrual
Estrógeno e progesterona são produzidos pelo ovário.
LH e FSH são produzidos pela hipófise.
A ovulação ou época fértil se dá ao redor do 14º dia do ciclo, quando este for de 28 dias.
O primeiro dia do ciclo é sempre o primeiro dia da menstruação.

LH e FSH são produzidos pela hipófise.
A ovulação ou época fértil se dá ao redor do 14º dia do ciclo, quando este for de 28 dias.
O primeiro dia do ciclo é sempre o primeiro dia da menstruação.
Dr. Sérgio dos Passos Ramos
Falta de Desejo Sexual Feminino
A falta de desejo é uma das disfunções mais frequentes e chega a acometer entre 15 a 34% das mulheres. Também é chamada de perda ou diminuição da libido.
Tem diversas causas, entre elas as mais comuns são alterações hormonais provocadas por uso de diversos medicamentos (ex: anticoncepcionais), parto, amamentação, menopausa e disfunções hormonais.
Outra causa muito comum é o uso de antidepressivos.
Outras causas estão relacionadas ao stress da vida diária, a rotina sexual do casal em que tudo é sempre igual, ao cansaço físico e mental.
Ainda existem outras causas relacionadas a diversas doenças orgânicas, como infecções e problemas genitais que provocam desconforto ou dor à relação sexual, reduzindo o interesse pelo sexo, e também relacionadas ao uso de drogas, álcool e cigarro.
Muitos casais acham que esse sintoma é falta de amor, mas na maioria das vezes isso não é verdade. Sexo não deve ser confundido com amor, que é um sentimento humano muito mais profundo que o sexo. A solução passa por uma consulta com o ginecologista para que este possa avaliar as causas e, se for o caso, encaminhar o casal para o tratamento mais eficaz.
Tem diversas causas, entre elas as mais comuns são alterações hormonais provocadas por uso de diversos medicamentos (ex: anticoncepcionais), parto, amamentação, menopausa e disfunções hormonais.
Outra causa muito comum é o uso de antidepressivos.
Outras causas estão relacionadas ao stress da vida diária, a rotina sexual do casal em que tudo é sempre igual, ao cansaço físico e mental.
Ainda existem outras causas relacionadas a diversas doenças orgânicas, como infecções e problemas genitais que provocam desconforto ou dor à relação sexual, reduzindo o interesse pelo sexo, e também relacionadas ao uso de drogas, álcool e cigarro.
Muitos casais acham que esse sintoma é falta de amor, mas na maioria das vezes isso não é verdade. Sexo não deve ser confundido com amor, que é um sentimento humano muito mais profundo que o sexo. A solução passa por uma consulta com o ginecologista para que este possa avaliar as causas e, se for o caso, encaminhar o casal para o tratamento mais eficaz.
Dr. Sérgio dos Passos Ramos